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Everything has changed

Uso a escrita como válvula de escape. Muitas vezes escrevo parágrafos coerentes, em outras, incógnitas indecifráveis. Acredito que esse texto seja a segunda opção, pois estou aqui, no ápice da madrugada, tentando entender, separar por categorias, analisar e fazer diagramas que justifiquem você e sua ridícula mania de aparecer quando não é chamado. Tudo porque quando se trata de ti meus pensamentos não seguem uma linha racional, dissipam-se antes mesmo de serem considerados esboços de uma ideia. São nós que estão amarrados pelas linhas do meu cérebro. Fico assim: escrevendo rodeios por não ter a mínima noção de como escrever. Continue lendo “Everything has changed”

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Aparentemente ela mora no terceiro andar (se não me falha a memória)

Horas atrás pensei em escrever para o seu prédio, mas quando resolvi colocar a ideia em prática ela pareceu ridícula demais. O que eu supostamente iria escrever, afinal? Mal sei se a cor dele é verde ou azul. Nem sei se você ainda mora nele. Só sei que é no terceiro andar. Acho. Quando passo em frente, é involuntário o ato de olhar para cima e imaginar se você está em casa. Talvez eu devesse apertar a campanhia. Mas o que eu diria? Talvez eu devesse escrever uma carta e entregar para o porteiro. Há porteiro no seu prédio? Nunca prestei atenção. Só fui aí uma vez. Continue lendo “Aparentemente ela mora no terceiro andar (se não me falha a memória)”

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Resenha | Como eu era antes de você – Jojo Moyes

Existem livros tão marcantes e especiais que te desnorteiam, principalmente por fugirem do esperado e te arrancarem de uma zona de conforto feita de expectativas pequenas. Eles quebram sua rotina, te puxam a força para um lugar desconhecido. Hoje escrevo sobre um desses livros: Como eu era antes de você, da autora Jojo Moyes. Continue lendo “Resenha | Como eu era antes de você – Jojo Moyes”

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Estação Liberdade

Desde que a minha vida saiu dos trilhos sinto que posso ir a qualquer lugar.

– Zack Magiezi


Contextualizo essa frase em tantas perspectivas distintas que o fôlego me escapa entre os pulmões. Desde que a li reinventei-me tantas vezes que perdi as contas. A partir do nascimento de diversas versões minhas, todas originadas da vontade de transcender além do que a realidade permite, fui capaz de me enxergar como um ser humano pela primeira vez. E desse conceito, o de que mudar não faz mal veio logo em seguida. Estamos fadados à não sermos constantes. Compreender isso foi revolucionário. Continue lendo “Estação Liberdade”

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Avenida Paulista e seus pontos finais

O céu azul contrariava os boatos de que na capital paulista tudo era coberto por uma névoa cinza. Lembro bem da sensação de olhar os prédios e todas aquelas torres na Avenida Paulista enquanto meus cachos eram violentados pelo vento forte que, sem piedade, atravessava a bicicleta emprestada enquanto meus pensamentos finalmente seguiam alguma ordem lógica. Continue lendo “Avenida Paulista e seus pontos finais”

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Eu não sei nada sobre o amor

– Já não sei mais se acredito no amor. – a voz de dentro da minha cabeça assume, cansada, enquanto a imagem de uma xícara de chá matte é contemplada.

Não é como se eu estivesse congelada e não sentisse nada dentro de mim – apesar de que há muito tempo isso acontece. O que quero dizer é que talvez, por um breve instante, eu tenha notado o mundo sem aquela cortina que fantasio, agora com menos pessoas de carne e osso e mais personagens entrando em cena espalhados pelo cotidiano. Continue lendo “Eu não sei nada sobre o amor”